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Clínica australiana implanta embrião errado e mulher dá à luz a bebê de outra família

  • Foto do escritor: Paula Gonçales
    Paula Gonçales
  • 4 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de abr.


Um caso confirmado pela clínica Monash IVF, em Brisbane (Austrália), revelou que uma paciente submetida a fertilização in vitro deu à luz uma criança que não possui vínculo genético com ela ou com o seu parceiro. A instituição assumiu que o embrião implantado pertencia, na verdade, a outra pessoa, e classificou o ocorrido como um “erro humano”.


A falha foi descoberta em fevereiro de 2025, quando o casal solicitou a transferência dos embriões restantes para uma nova clínica. Ao processar o pedido, os profissionais da Monash IVF localizaram um embrião excedente nos registros, o que indicava uma possível troca. Após investigação, foi confirmado que um embrião pertencente a outra paciente havia sido descongelado e implantado por engano, originando a gravidez e o nascimento do bebê. 


Segundo Alex Polyakov, especialista em fertilidade do Royal Women’s Hospital e professor clínico associado da Universidade de Melbourne, este é o primeiro episódio desse tipo a ocorrer ao longo das mais de quatro décadas de utilização da fertilização in vitro na Austrália. 


A estrutura regulatória da Austrália para tecnologia de reprodução assistida é reconhecida internacionalmente por sua rigidez e meticulosidade”, escreveu. E, ainda acrescentou: “a probabilidade de tal evento ocorrer é tão baixa que desafia a quantificação estatística.” 

Além disso, a clínica declarou que adota padrões laboratoriais rigorosos, e que o caso representa uma ocorrência pontual. As famílias envolvidas estão recebendo apoio direto da equipe da Monash. 

Em 2023, a Monash IVF firmou um acordo de 56 milhões de dólares australianos com centenas de pacientes após alegações de que embriões viáveis foram descartados incorretamente, com base em resultados imprecisos de testes genéticos. Na ocasião, não houve admissão de culpa por parte da empresa. 


AVISO: Este artigo tem propósito meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Para obter orientação específica sobre seu caso, marque uma consulta com um profissional qualificado.


REFERÊNCIAS



Créditos da imagem ABC News


Por Paula Gonçales

Advogada especialista em Direito Internacional de Família. Pós-graduanda em Processo Civil pela PUC-RS. Membro do Grupo de Pesquisa Sul/Sudeste do IBDFAM.


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